Esta peça pertence a um conjunto de obras nas quais o principal objecto de trabalho é o ruído (entre as quais se conta Fragments of Noise and Blood de 2009). O ruído como som (do Inglês Noises ou do Alemão Geräusch) e o mesmo ruído como informação (Noise/Rauschen).
Esta pesquisa em torno de sons que normalmente não fazem parte do repertório da música instrumental contemporânea tem em comum um aspecto musical: o ritmo. O som que é ritmo devido às suas qualidades intrínsecas. É partindo deste princípio que se cria uma grande variedade de instrumentos (alguns dos quais propositadamente construídos para o efeito) em que a iteração ao nível microscópico é a característica comum. Entre estes instrumentos contam-se as pedras de granito, as lixas ou instrumentos eléctricos como o piezzo.
No mesmo contexto, o contrabaixo move-se entre num universo rítmico em que a pulsação é destruída dando lugar a uma "quasi" regularidade.
De certo modo, a forma da peça assume um lado convencional onde o contrabaixo é tratado como um verdadeiro instrumento solista. As percussões, por outro lado, são tratadas de modo a soarem como um contrabaixo fazendo do todo um grande instrumento híbrido.
Im Rauschen Rot poderá ser traduzido para Português por "Em Ruído Vermelho".